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Publicado em 25 de julho, 2020

Como mitigar os impactos das paralisações educacionais

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Não é mais novidade para ninguém que os impactos da pandemia do coronavírus têm raízes cada dia mais profundas na vida social, política e econômica do brasileiro. É difícil encontrar hoje alguém ou algum setor que não tenha sofrido revés depois da chegada desta doença, ainda misteriosa.

Mas quando falamos de setores impactados, precisamos destacar alguns que vêm protagonizando os principais desafios durante a pandemia e que certamente também seguirão vivendo reflexos no pós-covid: turismo, eventos e, claro, a educação. Na educação, segundo dados da ONU, cerca de 1,5 bilhão de estudantes em pelo menos 174 países ficaram fora da escola em todo o mundo devido à escala da pandemia. Esta realidade deixa claro que não estamos vivendo apenas problemas de saúde pública e que os impactos ainda serão muito duros em médio e longo prazo.

Para superar este desafio, é preciso pensar e agir com estratégias que diminuam os impactos das restrições de mobilidade das pessoas e suspensão das atividades das instituições de ensino, garantindo que o setor da Educação construa uma estrutura sólida para sair desta crise mais forte, mantendo-se preparado para novos momentos de dificuldade extrema.

Para ajudar a pensar em ações concretas que podem ajudar a sua dirimir os impactos deste momento, a Gennera uniu a experiência dos nossos profissionais, com recomendações de um estudo realizado pela Global Education Innovation Initiative (Harvard Graduate School of Education) e pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Confira as dicas:

1) Crie um Comitê gestor na empresa
Este grupo deve ser responsável por pensar estratégias e realizar ações de resposta aos problemas gerados pela pandemia. Segundo a consultoria PwC Brasil, para superar crises como esta é preciso pensar em três etapas: preparar, responder e sair mais forte. Logo, a principal responsabilidade deste comitê gestor é manter a comunicação frequente com colaboradores e demais stakeholders, como alunos, fornecedores, prestadores de serviços, etc. Se for possível, é importante que este grupo tenha representantes de diferentes grupos ligados ao negócio: professores, discentes, técnico administrativos, pais. Desta forma, é possível garantir um olhar mais holísticos dos problemas e encontrar soluções de forma mais assertiva e eficiente.

2) Crie um hotsite específico
Para comunicar toda a comunidade escolar sobre os caminhos que estão sendo tomados. Oriente sobre as plataformas alternativas de estudo, sobre portarias ou resoluções internas, sobre medidas de higiene, sobre ações sociais e impactos positivos na comunidade. Se possível, abra um canal de sugestões externas. Estar disponível para o diálogo transparente certamente te colocará a frente dos demais players.

3) Dê atenção especial à capacitação dos professores
Para a migração dos conteúdos pedagógicos para o ambiente virtual. Recente artigo publicado pela ONU indica que a capacidade e experiência de professores e gestores no uso da tecnologia para aprendizagem é um fator crítico. O artigo debate também que a realidade do Brasil mostra que mesmo em estados mais ricos, onde as instituições de ensino têm mais acesso à internet, muitos professores possuem pouca familiaridade com o uso de plataformas digitais. Neste ponto, vale ressaltar que a valorização da mão de obra docente, mirando na retenção de talentos, também é um grande diferencial no competitivo mercado da educação.

CONHEÇA CAPACITA PROFESSOR

4) Pense ações que diminuam a inadimplência
Ninguém gosta de ficar devendo, ou ter a sensação de que não vai dar conta de arcar com os custos da educação. Para dirimir este impacto, demostre o valor da formação dada pela sua instituição. Priorize a abertura de negociações especiais, estabeleça pacotes diferentes, que atendam todas as realidades sociais e financeiras que se evidenciaram neste momento. Incentive pagamentos em dia com descontos e promoções, e busque formas de facilitar o pagamento, com opções diversas de quitação de mensalidade: boleto, transferência, bancos digitais.

5) Negocie
Se garantir a adimplência e diminuir a evasão são fundamentais para manter receitas, reduzir despesas também diminuirá os impactos da pandemia no negócio. Para isso, negocie. Converse com seus fornecedores, seja transparente no trato e busque diminuir custos que não são essê cias neste momento.

6) Demonstre a diferença que a sua instituição faz para mundo
Comunique suas boas práticas. Se não há, institua. Uma alternativa interessante é contribuir para requalificar jovens e adultos que perderam seus empregos pela pandemia, facilitando sua reinserção no mercado de trabalho. Se você fizer a diferença na sociedade, a sociedade vai enxergar a sua instituição de forma diferente.

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