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Publicado em 25 de junho, 2017

Inovação na educação: 4 tendências que você deve conferir

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A educação é um pilar importante da sociedade; afinal, é por meio dela que o indivíduo que sai do convívio familiar aprende a se tornar um ser social crítico e apto a viver entre seus pares. Por esse motivo, a inovação na educação é um empreendimento que deve ser pensado constantemente, afinal, o aluno de duas décadas atrás — ou até mesmo de uma — não é o de hoje.

Com a concorrência acirrada entre as instituições de ensino, a evolução tecnológica crescendo a passos largos, os estudantes ávidos por uma vaga na universidade e as famílias cada vez mais exigentes com relação à qualidade do ensino, é necessário que a educação seja repensada. O momento atual requer novas ferramentas, outros olhares e diferentes maneiras de pensar o ensino.

A inovação é necessária, assim como elaborar novos parâmetros e outras formas de ensinar. Para isso, apresentamos 7 tendências capazes de orientar projetos pedagógicos e garantir a inovação na educação. Vamos às sugestões!

1. Gamificação

Você sabe o que é gamificação? É a tendência de usar jogos digitais para atrair pessoas, engajando os jogadores em algum processo de aprendizado. No caso da educação, são jogos que utilizam personagens, prêmios (bônus), pontuação e níveis de dificuldade para ensinar determinado assunto.

Nas instituições de ensino superior, é comum ver o uso de games em cursos de graduação, como Computação, Arquitetura, Engenharia, Biologia, Medicina, Administração e tantos outros. Por sua vez, nas Ciências Humanas, os jogos podem ser utilizados de forma a permitir outros olhares sobre determinados povos, auxiliar no processo de imaginação histórica, e até mesmo para experimentar novas formas de compreensão das sociedades.

Além de atrair a atenção dos estudantes, a gamificação trabalha habilidades como espírito de equipe, criatividade e flexibilidade. A todo momento, o aluno é posto à prova, de forma a desenvolver aspectos como a tomada de decisões em ambientes considerados “hostis” (de crise) e a resolução de problemas.

2. Ensino híbrido

Já pensou em transformar o professor em aluno e o aluno em professor? Essa é a premissa do ensino híbrido, uma modalidade que vem ganhando força entre as instituições de ensino.

A ideia central é fornecer aos alunos um material digital antecipado sobre a aula para que ele estude. A sala de aula seria um espaço para tirar dúvidas e o professor interviria apenas no sentido de propor projetos interdisciplinares.

Além de gerar maior interação entre os estudantes e destes com o professor, é uma forma de fazê-los aprender a matéria de forma leve e divertida. No entanto, não se deve confundir diversão ou leveza com superficialidade. Nessa forma de ensino, a troca de conhecimentos permite que o próprio aluno seja um elemento ativo, não recebendo apenas o que lhe é passado.

3. Storytelling no EAD

Imagine explicar um determinado tema partindo do modelo de uma aula tradicional? Agora, imagine esse mesmo tema trabalhado de uma forma totalmente diferente, utilizando recursos como cenas do cotidiano, imagens, vídeos, trilha sonora, infográficos e textos atraentes. Pronto! Você conquistou seu objetivo: manter o estudante atento.

Usar a arte de narrar histórias nas práticas de ensino à distância tem surtido um efeito positivo entre os alunos, especialmente em tempos de evolução tecnológica. Contudo, não é nenhuma contação de histórias. É aquela planejada, sistematizada e em total sintonia com o tema em questão.

Além da voz que narra, que deve levar em conta uma entonação própria, itens como a criação de personagens conectados aos alunos e uma narrativa com começo, meio e fim fazem do storytelling uma referência em termos de inovação no ensino.

4. Mobile learning

Dispositivos móveis com acesso à internet são as principais ferramentas para quem usa o mobile learning, uma modalidade de ensino relativamente nova, que propicia a estudantes e professores o aprendizado por meio da criação de novos ambientes à distância.

Laptop, smartphone, tablet. O meio não importa, o essencial é utilizar-se de um desses suportes para aprender. Por meio do mobile learning, é possível usar metodologias como videoaulas (gravadas em estúdio, com curta duração), aplicativos (com questionários interativos e conteúdos multimídia), livros digitais (em PDF ou não), cursos e-learning (treinamentos específicos), redes sociais acadêmicas (interação entre usuários), entre outros.

5. Inteligência artificial

A presença de novas tecnologias educacionais não pode ser negada ou deixada de lado. Não é mais possível, ou mesmo desejado, um retorno aos modelos clássicos de ensino, uma vez que o aluno de hoje em nada se assemelha ao de algumas décadas atrás. Houve mudanças sociais, culturais e nas formas de ver o mundo, e o aluno de hoje é parte disso.

Dessa forma, a escola também deve se modernizar e se prontificar a fazer parte das experiências dos jovens. A inteligência artificial permite que tarefas importantes sejam desempenhadas por programas de computador e até mesmo aplicativos, otimizando o tempo e promovendo um melhor aproveitamento dele, além de estar contribuindo diretamente para a inovação na educação.

6. Desenvolvimento da saúde emocional e psicológica

Questões que envolvem saúde emocional e psicológica estão saindo daquela área cinzenta do tabu e ganhando espaço em discussões na arena pública, e isso inclui o espaço da escola. O mundo moderno exige muito e os meios de comunicação mais avançados parecem ter extrapolado o tamanho dos obstáculos.

Crianças e adolescentes estão conectados o tempo todo e isso pode ser tanto uma coisa boa quanto ruim. O mau direcionamento do uso da tecnologia faz com que indivíduos que estão em uma idade em que ainda está se formando o pensamento intelectual se vejam em posição de fragilidade perante as muitas demandas e julgamentos.

A escola pode participar desse debate e fazer parte da solução de muitos dos problemas que estão populares entre os alunos. A depressão tem aumentado exponencialmente entre os jovens, assim como os transtornos emocionais, portanto, colocá-la no centro do debate é uma forma efetiva de combatê-la.

7. Evolução da cultura empreendedora

Escola, aluno e família são parte do tripé que sustenta a educação em seu sentido mais básico, que é o de formar um cidadão crítico, que saiba viver em sociedade e que esteja apto para contribuir para sua manutenção e melhoria. O empreendedorismo é o componente importante de uma cultura que deve ser incentivada.

Ser um empreendedor não necessariamente implica construir empresas, ou se tornar chefe de grandes organizações, e sim ter aquele espírito ávido por descobertas e que está constantemente curioso acerca de como e por que as coisas são como são. A escola pode proporcionar o desenvolvimento saudável dessa curiosidade.

A inovação na educação não pode ser pensada como um simples item que deve ser modificado uma única vez. Ela, assim como os indivíduos e as sociedades, é engrenagem de uma única máquina e, como tal, deve ser pensada.

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