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Publicado em 3 de março, 2023

Como trabalhar empreendedorismo na escola

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O empreendedorismo na escola é uma forma de preparar os estudantes para um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e para os desafios de uma sociedade em constante transformação.

Empreendedorismo é um termo relacionado à implementação de novos negócios ou mudanças naqueles já existentes. Em um mundo onde novas ideias surgem a todo momento, ensinar empreendedorismo é fundamental.

O empreendedorismo não se aprende apenas empreendendo. Não se trata, necessariamente, de um talento ou dom. E se empreender pode ser aprendido, as escolas podem e devem incluir a educação empreendedora, tanto na grade curricular do Ensino Fundamental quanto na do Ensino Médio, seja diretamente nas disciplinas ou em aulas e atividades extras.

Nesse artigo, vamos apresentar métodos e informações para que você possa começar a trabalhar esse tema com os seus alunos.

A Globalização e a expansão dos pequenos negócios

Hoje em dia, temos uma economia muitíssimo diversificada, especialmente quanto a produtos físicos e serviços.

E se antes abrir um negócio era visto apenas como renda extra, ou subterfúgio enquanto não chega um “emprego formal”, hoje o pequeno empreendedor ganhou as pompas e brilhos que sempre mereceu.

Nesse contexto, há uma busca crescente por conhecimentos que, geralmente, não se aprende na escola:

– Conhecimentos fiscais;

– Gestão de finanças;

– Operação de sistemas e plataformas para gestão de estoque;

– Marketing e vendas;

– Mentalidade empreendedora,

Entre tantos outros.

E, se o mundo mudou, é esperado que a escola, como base formadora da sociedade, se adapte às novas demandas.

Para preparar o estudante em um novo o mercado do trabalho, é preciso ser mais que um pano de fundo para o ingresso em universidades: o novo desafio é entregar conhecimentos práticos, estimulando o desenvolvimento de ideias criativas, afeição ao comprometimento, trabalho em grupo, autoconfiança,  persistência e senso de liderança.

O intraempreendedor

Mas não é só quando se abre o próprio negócio que o novo profissional precisa empreender.

O conceito de intraempreendedorismo traz profissionais criativos, persistentes e inquietos – as mesmas habilidades de empreendedores de sucesso.

Intraempreendedores possuem mindset de crescimento, buscando aprendizados constantes e sendo resilientes aos desafios. Em suma, atuam como se fossem donos do negócio.

Mais que cumprir suas funções mecanicamente, os intraempreendedores se dispõem a melhorar os processos internos, zelar pelo ambiente de trabalho e gerar inovação.

Essa postura está sendo cada vez mais valorizada pelas empresas, e desde grandes empresas a startups estão criando meios de valorizar profissionais que tratam a empresa como sendo sua, seja com progressões de cargo ou bonificações.

E compreendendo que o mercado de trabalho inteiro, seja direta ou indiretamente, valoriza características empreendedoras, é natural que a escola trabalhe habilidades que capacitem seus alunos a atuar em seu negócio ou no negócio para o qual foi contratado.

O quanto já avançamos?

Uma vez que empreender não é necessariamente um talento que nasce com as pessoas, mas um conjunto de comportamentos e habilidades que podem ser desenvolvidos, a educação empreendedora objetiva formar alunos capazes de aplicar os conhecimentos aprendidos – seja abrindo uma empresa, ou como executivos autônomos e servidores públicos/federais.  

O enfoque do empreendedorismo cresceu muito nas escolas, principalmente com a chegada do novo Ensino Médio, por meio das próprias disciplinas e atividades inseridas com a mudança na dinâmica da educação.

Além disso, algumas escolas têm o ensino técnico junto ao Ensino Médio onde, dependendo do curso escolhido, também são oferecidas disciplinas de Empreendedorismo, que preparam os alunos para uma sociedade cada vez mais competitiva.

Como aplicar o empreendedorismo na escola

É importante que a escola não se prenda a antigos paradigmas, e se abra para metodologias de aprendizagem ativas, que incentivam a participação dos alunos, e trabalham conceitos com inovação, gestão do conhecimento e tecnologia.

Não é suficiente colocar na grade curricular a disciplina de empreendedorismo: é necessário que os professores estejam preparados para trabalhar esses conceitos com os alunos, capacitando-se para dar todo o suporte necessário durante a disciplina.

Separamos alguns tópicos importantes para abordar nas aulas:

  • Identificação de oportunidades
  • Avaliação da viabilidade de ideias
  • Organização financeira
  • Noções sobre o mundo do trabalho
  • Administração do tempo
  • Habilidade de comunicação
  • Trabalho em equipe

Além das aulas de empreendedorismo, as escolas podem criar eventos em parceria com as empresas e a prefeitura, onde os estudantes levantem problemas existentes na cidade e nas empresas, realizem pesquisas e discutam possíveis soluções.

É interessante que as propostas sejam avaliadas pelos empresários e por funcionários da prefeitura e, caso a ideia seja aceita, que haja premiação e o incentivo por parte de quem já trilhou o caminho que os alunos estão começando.

As escolas também podem fazer parcerias com faculdades e incubadoras, a fim de usar a estrutura que elas oferecem, onde os alunos irão trabalhar em um ambiente semelhante ao que encontrarão nas empresas. – A criação de startups aqui deve ser possível e incentivada!

Metodologias para trabalhar o empreendedorismo na escola

Para aplicar uma educação empreendedora nas escolas, precisamos de novas estratégias de ensino, que desenvolvam a interdisciplinaridade e as novas tecnologias.

Separamos algumas metodologias que certamente te ajudarão nesse novo desafio!

  1. Design Thinking

Focada no aluno, essa metodologia é orientada à solução de problemas, onde o aluno deve buscar diferentes possibilidades de solução.

Para isso, os alunos devem se colocar no centro das decisões, realizando diversas pesquisas sobre os problemas apresentados, elaborando e testando possíveis soluções.

Com essa metodologia os alunos desenvolvem empatia, criatividade, trabalho em grupo, análise de problemas, pensamento crítico e poder de decisão.

  1. Gamificação

Essa metodologia utiliza jogos para estimular o aprendizado, fazendo com que os alunos aprendam de forma lúdica, conseguindo assim prender a atenção sobre o assunto apresentado.

Ela pode ser utilizada em uma aula onde os alunos irão resolver um problema, em forma de competição, para ver quem apresenta a solução primeiro envolvendo socialização desafios e premiações.

Assim, o aluno desenvolve trabalho em equipe e criatividade.

  1. Aprendizagem Baseada em Projetos

A ideia é que o aluno proponha a solução para um problema ou um desafio prático.

Para isso, devem realizar pesquisas para a elaboração de hipóteses, desenvolvendo trabalho em equipe e pensamento crítico.

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